Os homônimos de ser
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Texto sobre um encontro
Solidão é uma emoção deveras interessante para mim. Uma emoção que conheço tal qual conheço sobre o que sou. Mas assim como tudo em relação a mim, não sei que sentimento lhe atribuir. Falo de sentimento no sentido de valor. Não sei qual valor lhe atribuir.
Como em todas as coisas da vida, a solidão para mim é impulso e repulsa. Assim como eu a quero, eu a temo. Talvez a queira por temê-la, ou então a tema por querê-la em demasia. E, como em todas as coisas da vida, quanto mais conhecemos algo, mais tranquilos nos sentimos com a sua presença. Sendo esta desejada, ou não.
Esta tarde ensolarada foi um reencontro com a solidão, mesmo que já estivesse a brotar da pele. Uma sensação estranha, que me ocorre às vezes, é sentir solidão justamente quando não estou só. Quanto maior e mais intensa a experiência de troca e relação com alguém, maior o sentimento de solidão. Alguns diriam que é sofrer por antecipação, visto que nenhuma relação pode ser perpetuada infinitamente. Eu diria que é sofrer pela separação.
Instigantemente, a experiência desta tarde não causou tal sentimento. E isso me fez perceber que a solidão só permanece e cresce na medida em que a relação leva algo de si mesmo embora, sem deixar nada em troca. É um vazio, um desejo de resgatar o que lhe foi arrancado com permissão, mas que se percebeu tardiamente que nada ficou no lugar. Hoje parti repleta. Repleta de esperança, de aconchego, de – como iria um novo amigo – fluidos bons. E tudo isso, simplesmente por um abraço, que não era simples.
No caminho de volta, que mais se assemelhava com o primeiro instante de uma nova viagem, o som da gaita de boca entoada pela garota da bicicleta alugada fez mais sentido. Assim como a criança - que sorria com um futuro incerto e, exatamente por isso, esplendoroso – passou a requerer um olhar diferenciado. E mais, a atenção que antes os passos apressados em buscar a cura da amargura não permitiriam.
O que nos faz bem? Quem encontrar a resposta não precisará mais fechar a porta com receio de que lhe bata o perigo do mal-estar. Ninguém entra sem ser convidado, ou pelo menos sem que lhe apresentem uma negativa. Quando nos calamos, damos ao outro o direito da decisão. E esta autorização será a nossa própria decisão.
Hoje eu permiti que decidissem por mim. Foi a decisão mais acertada do dia. Sorte? Percepção? Sentimento? Emoção? Empatia? Tudo isso e apenas um se deixar levar por alguém que instigou, o que é para mim, uma das mais fortes emoções: o viver a vida.
Amo pessoas. Adoro os tropeços e esbarrões que a vida nos permite promover.
Amo pessoas. Seus medos, inseguranças e todas as formas que inventam para suportar suas solidões. Um conhecer infinito de personalidades, vontades, desejos. Um mergulhar intenso em sombras e luzes de almas que anseiam por um resgate. Uma única promessa de salvação.
Amo pessoas numa forma de amor meio doentio. A cada impulso de mergulhar em seus medos, a mesma repulsa de também poder senti-lo em demasia.
Amar pessoas desperta certo (mas delicioso) pavor.
domingo, 15 de setembro de 2013
Thaïs de Massenet
Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris aos 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. Depois de Manon e Werther Thaïs é a ópera mais executada de Massenet, mas não pertence ao repertório padrão das óperas. A personagem principal é notória pela dificuldade de interpretação. (Fonte Wikipédia)
Ato 1
Primeira Cena
Um grupo de monges Cenobitas trabalhando. Athanaël, dentre eles o mais rigoroso asceta, entra e confessa ao monge superior, Palémon, que esta perturbado com visões de uma cortesã e sacerdotisa de Vênus chamada Thaïs que ele vira muitos anos atrás quando esteve em Alexandria. Acreditando que estas visões eram um sinal de Deus, ele resolve, contra o conselho de Palémon, retornar para Alexandria, converter Thaïs ao Cristianismo e persuadi-la a entrar para um convento.
Segunda Cena
Athanaël chega a Alexandria e visita seu velho amigo Nicias, rico, indolente e voluptuoso. Nicias o recebe de braços abertos e revela que é o atual amante de Thaïs. Depois de ouvir o plano de Athanaël, ele dá uma gargalhada e o adverte que a raiva de Vênus pode ser terrível. Apesar disto, ele procura disfarçar seu amigo preparando-o para a festa em que Thaïs estará presente dali a pouco. Suas escravas, Crobyle e Myrtale, vestem Athanaël zombando de seus planos e de sua virtude. A festa começa. Thaïs chega e canta uma canção em dueto com Nicias: esta é a última noite que estarão juntos. Ela então lhe pergunta sobre Athanaël, este ouve e lhe responde que veio ensina-la o desprezo da carne e o amor ao sofrimento. Sem ser tocada por suas palavras, ela molesta seu juizo com uma canção sedutora. Ele então se retira raivoso prometendo voltar mais tarde. Na saída, ela ainda lhe lança um desafio: "Ouse voltar, vós que desafias Vênus!"
Ato 2
Primeira Cena
Exausta depois da festa, Thaïs expressa insatisfação com sua vida vazia e reflete sobre o fato de que um dia a velhice acabará com sua beleza. Athanaël entra neste momento em que ela está vulnerável, e ele orando à Deus para ocultar dele a beleza de Thaïs. Ele então lhe diz que a ama pelo espírito e não pela carne e que seu amor será para sempre e não somente por uma noite. Intrigada, ela pede que lhe ensine os caminhos deste amor. Ele quase sucumbe a seus encantos mas consegue explicar que se ela se converter terá a vida eterna. Envolvida pela sua retórica Thaïs quase cede mas no final reafirma sua visão niilista da vida e o põe para fora. Entretanto, depois de meditar com calma ela muda de idéia.
Segunda Cena
Thaïs se junta a Athanaël resolvida a seguir com ele pelo deserto. Ele lhe instrui então que se livre de sua casa e posses para destruir todos os vínculos com seu passado pagão. Ela concorda mas pede para manter uma estátua de Eros, o deus do amor e lhe explica que pecou contra o amor e não através do amor. Quando no entanto, Athanaël descobre que a estátua foi presente de Nicias pede que a destrua também. Nicias aparece então com um grupo de foliões que encontram Athanaël levando Thaïs. Furiosos eles lançam pedras. Embora surpreso, Nicias respeita a decisão de Thaïs e joga várias moedas para a multidão. Thaïs e Athanaël fogem.
Ato 3
Primeira Cena
Thaïs e Athanaël viajam a pé através do deserto. Thaïs está exausta mas Athanaël a força a continuar como penitência pelos seus pecados. Eles chegam a um oásis onde Athanaël sente pena dela ao invés de repugnância e compartilham momentos idílicos de um companheirismo platonico enquanto descansam. Logo depois chegam ao convento onde Thaïs ficará. Deixando-a aos cuidados da abadessa Albine ele se dá conta de que cumpriu sua missão e que nunca mais a verá novamente.
Segunda Cena
Os monges Cenobitas expressam sua aflição com o comportamento melancólico e anti-social de Athanaël desde seu retorno de Alexandria. Athanaël entra e confessa á Palémon que começou a experimentar um desejo sexual por Thaïs. Palémon o castiga entre outros motivos por tentar converte-la contra sua recomendação. Athanaël abatido cai em sono e tem uma visão erótica de Thaïs. Ele tenta agarra-la mas ela lhe escapa entre gargalhadas. Uma segunda visão lhe mostra que Thaïs está morrendo.
Terceira Cena
Sentindo que a existência não vale mais nada sem Thaïs, Athanaël repudia seus votos e corre ao seu encontro. Ele chega ao convento e a encontra no jardim do convento aos pés de uma figueira. Ele lhe fala então que tudo que ele lhe ensinara era mentira e que nada era verdade além da vida e do amor entre os seres humanos e que ele a ama. Distante e repleta de alegria, ela descreve o céu se abrindo e os anjos vindo a seu encontro. Thaïs morre em bem-aventurança e Athanaël cai em desespero.
Ato 1
Primeira Cena
Um grupo de monges Cenobitas trabalhando. Athanaël, dentre eles o mais rigoroso asceta, entra e confessa ao monge superior, Palémon, que esta perturbado com visões de uma cortesã e sacerdotisa de Vênus chamada Thaïs que ele vira muitos anos atrás quando esteve em Alexandria. Acreditando que estas visões eram um sinal de Deus, ele resolve, contra o conselho de Palémon, retornar para Alexandria, converter Thaïs ao Cristianismo e persuadi-la a entrar para um convento.
Segunda Cena
Athanaël chega a Alexandria e visita seu velho amigo Nicias, rico, indolente e voluptuoso. Nicias o recebe de braços abertos e revela que é o atual amante de Thaïs. Depois de ouvir o plano de Athanaël, ele dá uma gargalhada e o adverte que a raiva de Vênus pode ser terrível. Apesar disto, ele procura disfarçar seu amigo preparando-o para a festa em que Thaïs estará presente dali a pouco. Suas escravas, Crobyle e Myrtale, vestem Athanaël zombando de seus planos e de sua virtude. A festa começa. Thaïs chega e canta uma canção em dueto com Nicias: esta é a última noite que estarão juntos. Ela então lhe pergunta sobre Athanaël, este ouve e lhe responde que veio ensina-la o desprezo da carne e o amor ao sofrimento. Sem ser tocada por suas palavras, ela molesta seu juizo com uma canção sedutora. Ele então se retira raivoso prometendo voltar mais tarde. Na saída, ela ainda lhe lança um desafio: "Ouse voltar, vós que desafias Vênus!"
Ato 2
Primeira Cena
Exausta depois da festa, Thaïs expressa insatisfação com sua vida vazia e reflete sobre o fato de que um dia a velhice acabará com sua beleza. Athanaël entra neste momento em que ela está vulnerável, e ele orando à Deus para ocultar dele a beleza de Thaïs. Ele então lhe diz que a ama pelo espírito e não pela carne e que seu amor será para sempre e não somente por uma noite. Intrigada, ela pede que lhe ensine os caminhos deste amor. Ele quase sucumbe a seus encantos mas consegue explicar que se ela se converter terá a vida eterna. Envolvida pela sua retórica Thaïs quase cede mas no final reafirma sua visão niilista da vida e o põe para fora. Entretanto, depois de meditar com calma ela muda de idéia.
Segunda Cena
Thaïs se junta a Athanaël resolvida a seguir com ele pelo deserto. Ele lhe instrui então que se livre de sua casa e posses para destruir todos os vínculos com seu passado pagão. Ela concorda mas pede para manter uma estátua de Eros, o deus do amor e lhe explica que pecou contra o amor e não através do amor. Quando no entanto, Athanaël descobre que a estátua foi presente de Nicias pede que a destrua também. Nicias aparece então com um grupo de foliões que encontram Athanaël levando Thaïs. Furiosos eles lançam pedras. Embora surpreso, Nicias respeita a decisão de Thaïs e joga várias moedas para a multidão. Thaïs e Athanaël fogem.
Ato 3
Primeira Cena
Thaïs e Athanaël viajam a pé através do deserto. Thaïs está exausta mas Athanaël a força a continuar como penitência pelos seus pecados. Eles chegam a um oásis onde Athanaël sente pena dela ao invés de repugnância e compartilham momentos idílicos de um companheirismo platonico enquanto descansam. Logo depois chegam ao convento onde Thaïs ficará. Deixando-a aos cuidados da abadessa Albine ele se dá conta de que cumpriu sua missão e que nunca mais a verá novamente.
Segunda Cena
Os monges Cenobitas expressam sua aflição com o comportamento melancólico e anti-social de Athanaël desde seu retorno de Alexandria. Athanaël entra e confessa á Palémon que começou a experimentar um desejo sexual por Thaïs. Palémon o castiga entre outros motivos por tentar converte-la contra sua recomendação. Athanaël abatido cai em sono e tem uma visão erótica de Thaïs. Ele tenta agarra-la mas ela lhe escapa entre gargalhadas. Uma segunda visão lhe mostra que Thaïs está morrendo.
Terceira Cena
Sentindo que a existência não vale mais nada sem Thaïs, Athanaël repudia seus votos e corre ao seu encontro. Ele chega ao convento e a encontra no jardim do convento aos pés de uma figueira. Ele lhe fala então que tudo que ele lhe ensinara era mentira e que nada era verdade além da vida e do amor entre os seres humanos e que ele a ama. Distante e repleta de alegria, ela descreve o céu se abrindo e os anjos vindo a seu encontro. Thaïs morre em bem-aventurança e Athanaël cai em desespero.
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